[Crônica] Dois de carne aí, Alex!

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Se tem uma coisa que sempre me impressiona, por mais que eu já tenha visto diversas vezes e tentado entender, é a organização das barracas de pastel na feira.

Putz grila, não dá pra acreditar que no meio daquela balbúrdia de gritos “Frango com catupiry”, “queijo”, “dois de carne aí, Alex!” eles não errem nenhum sabor, nunca!

Sempre vejo um quê de magia na arte do cara que fica mexendo os pastéis no óleo, porque, aos meus olhos leigos, eles (os pastéis, não os caras que ficam mexendo) são todos iguais por fora. E o que dizer da memória fotográfica das moças que atendem no balcão? Olham uma vez para sua cara, com sorriso meigo de olhos puxados, perguntam com voz doce “qual sabor, senhor?” e, depois de escutarem a resposta, viram de costas e berram, com entonação de general: “ESPECIAL DE CARNE AÍ, ALEX!!!”.

E nunca erram.

Puta merda, esse Alex bem que podia jogar no ataque do São Paulo.

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