[Crônica] Imprevisível, graças a Deus

imprevisivel

Futebol é uma coisa engraçada.

Hoje o dia amanheceu com garoa e aquela cara (e aquele ânimo) de segunda-feira.

Só ao chegar ao trabalho e começar o inevitável papo sobre futebol com os amigos que “caiu a ficha” que era quarta e o jogo era hoje.

Sendo bem sincero, não dei muita bola. Até comentei que pela primeira vez na minha vida o São Paulo iria jogar contra o Corinthians e eu não estava nem aí.

Acho que incorporei a apatia que o time vinha demonstrando desde o primeiro jogo do ano. Como se animar com um time sem alma, que já parece entrar em campo derrotado?

O Corinthians estava invicto, jogando bem, com um time bem postado, não perdia no Morumbi há não sei quanto tempo e aquela palhaçada toda, enquanto o tricolor vinha capengando, perdendo todos os clássicos, jogando mal, sem tática, desentrosado. Eliminação e um novo vexame eram os resultados mais prováveis no dia de hoje, não tenho dúvida. E às vezes, bem de vez em quando, a razão consegue sobrepujar o coração e levar a gente a fazer o mais lógico. Seguindo essa linha, planejei que nem assistiria o jogo.

Ah, mas o coração sempre dá um jeito… e, totalmente “por acaso”, às 22:00hs lá estava eu ligando a TV, com um potinho de pipoca em mãos, pensando “Só vou assistir um pouco… se começar aquela mesma merda de sempre, vou dormir”.

Daí que começa a parte engraçada. O mesmo time que há dois dias jogou contra o Santos numa semifinal como se estivesse gravando um episódio de “The Walking Dead” agora estava indo pra cima, pressionando, não deixando o aclamado melhor time do Brasil (que devia jogar a Champions League e não-sei-o-quê) ver a cor da bola. Daí veio a expulsão, os gols, a palhaçada do Luís Fabiano e o olé. Mas isso deixa de valer quando o juíz apita, porque amanhã tudo pode mudar.

Não sei se o São Paulo vai ganhar a Libertadores. Na verdade, por mais que o coração queira dizer o contrário, eu não apostaria nisso de jeito nenhum. O rival continua sendo um time melhor preparado, melhor treinado e com jogadores mais aptos a fazer diferença em decisões (leia-se “Danilo”). Talvez para o Corinthians essa derrota seja até benéfica, para tirar o salto alto que time e torcida estavam com a sequência invicta, porque caldo de galinha (sem trocadilhos) e um pouco de respeito pelos adversários não faz mal a ninguém.

Talvez o São Paulo faça a moeda cair de pé. Talvez seja eliminado já na próxima fase. Talvez o Corinthians aprenda com os erros de hoje e faça valer o favoritismo obtido merecidamente com a excepcional sequência do começo do ano. Talvez dê Inter, Cruzeiro ou Galo. Talvez a porra do Boca Juniors desbanque todos os brasileiros de novo.

É só futebol. E enquanto o futebol for futebol, nunca será possível prever absolutamente nada.

Graças a Deus!

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