[Crônica] Número de Rastreio

"Mister Postman, look and see..."
“Mister Postman, look and see…”

 

Assim que terminei meu livro, no final de fevereiro, enviei à Biblioteca Nacional, para fazer o registro dos direitos autorais.

O prazo para resposta (envio do comprovante de registro) é de 60 dias. Como tudo nesse mundo de literatura costuma demorar um bocado, e também porque não havia absolutamente nada mais a se fazer, me resignei a esperar.

Passou março, abril e metade de junho. Daí, fui procurar aquele papelzinho com o número de rastreio, que me foi entregue pela moça bonita do correio na ocasião da postagem. Desnecessário dizer que encontrei todas as segundas vias de gastos com cartão de crédito desde 2003, meu histórico escolar da faculdade, as cartinhas de amor que nunca tive coragem de entregar, perguntando se a menina que eu gostava na terceira série queria namorar comigo (com quadradinho SIM e NÃO para assinalar a resposta); a receita de antibiótico passada pela dentista quando arranquei o siso, a Placar com pôster do São Paulo campeão da Libertadores 1992…

Tudo, menos a porra do papel do correio.

Daí, mandei e-mail para a BN, perguntando se por acaso eles não haviam recebido um certo “A Redenção do Anjo Caído” por lá. Responderam (depois de 3 e-mails) que eu deveria informar meu RG, CPF, Cidade, nome completo, cor da cueca e DATA DE POSTAGEM. Porra, sem o papel do correio eu não tinha como saber. Então, chutei mais ou menos a data (sabia que tinha sido um sábado na virada de fevereiro, então facilitou um pouco). Responderam: “não encontramos nada”. Assim, sem “infelizmente”, sem carinha triste… apenas “não encontramos nada”.

Bom… xinguei o correio, xinguei a BN (desculpe se alguém trabalha lá, mas eu xinguei), xinguei a pasta onde eu guardo documentos e nunca encontro o que preciso, xinguei tudo.

Quando saiu o resultado do Prêmio SESC e eu percebi que havia me ferrado outra vez, bateu o desespero para enviar o livro para as editoras, e algumas delas pedem o tal do bendito número da BN. Daí fiquei naquela de enviar de novo e ficar esperando mais não sei quantos meses, de deixar esse número pra lá, de largar mão desse negócio de livro, de não mandar mais pra editora nenhuma (sim, estou sendo dramático hauhahua).

Então, hoje, chegando sem qualquer expectativa, como costumam chegar as boas surpresas… recebi a carta da BN, com o número! 😀

E agora, estou no clima de s2 Biblioteca Nacional s2

Moral da história: nunca perca o número de rastreio!

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