[Crônica] Zelda, Mario, Ken, Ryu e o fim de domingo

ken_ryu

Terminamos Super Mario Galaxy 2, quase nove da noite. Falei para o Miguel, com aquela tristeza que sempre acomete o coração quando se aproxima o momento das despedidas: “já está tarde, daqui a pouco tenho que te levar de volta para a sua mãe”.

— Dá pra jogar algum outro jogo? — ele quis saber.

— Só se for coisa rápida… — falei, me perguntando porque raios o tempo tem que passar tão depressa.

— Tá bom… — ele concordou, pensando em algum jogo que se enquadraria no “coisa rápida”. Então, teve um estalo, e concluiu com alegria: — Vamos jogar Zelda!

Zelda, aquele jogo que demora três horas só para sair do vilarejo e enfrentar o primeiro monstro com uma espada de madeira.

Contando assim não deve ter graça, mas esse é o tipo de coisa inocente que as crianças falam e fazem os pais sorrirem que nem bobos. E depois, quando a casa volta a ficar vazia e silenciosa, botam a gente comovido feito o diabo, como diria o poeta.

Jogamos Street Fighter.

Ele venceu a última luta Ken vs. Ryu.

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